São Marcos: uma escola cívico-militar

São Marcos: uma escola cívico-militar

Resultado da promessa de campanha eleitoral à Presidência da República, pelo então o candidato Jair Bolsonaro, a escola cívico-militar já é uma realidade. ‘’O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares é uma iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Defesa, que apresenta um conceito de gestão nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa com a participação do corpo docente da escola e apoio dos militares. A proposta é implantar 216 Escolas Cívico-Militares em todo o país, até 2023, sendo 54 por ano’’ (*). Alvorada também foi indicada para receber uma escola cívico-militar, quando foi selecionada a Escola Estadual Carlos Drummond de Andrade, no Jardim Alvorada.

O nome, de pronto, identifica a finalidade da escola, que é somar ao ensino regular da escola pública municipal ou estadual, alguns conceitos da disciplina militar, bem como aumentar os esforços na valorização dos conteúdos cívicos-patrióticos, cujo ideal entendemos serem perfeitamente aplicáveis. A bem da verdade, a Escola São Marcos, desde a sua fundação no ano de 1984,  teve e tem uma filosofia muito próxima da escola cívico-militar, haja visto que semanalmente oferece a Hora Cívica, onde se hasteia a Bandeira e se canta o Hino Nacional, pela prática do respeito e da ordem existem apenas leves e poucas situações de alterações comportamentais dos alunos, pratica-se a pontualidade, dá-se valor ao uniforme, eleva-se o professor como o principal agente educacional em seu meio (neste caso, proíbe-se que se chame de ‘’tio’’ ou pelo seu nome próprio; diz-se também, e publicamente, que o diretor da São Marcos, no contexto da sala de aula, é o professor) e se oferece um clima de bem estar e respeito aos alunos, cujos alunos são o motivo de existência deste organismo educacional.

A escola cívico-militar, contudo, não é a melhor escola, nem muito menos a pior; apenas é diferente, assim como a São Marcos. Nem pior, porque sempre haverá dificuldades, algumas até incontornáveis, que nem o tempo resolverá; também nem melhor, porque rotularia de incompetentes aquelas escolas que com muita dificuldade e sacrifício trabalham por dias melhores na educação. Contudo, valorizar, prestigiar e promover a diferença é uma missão da educação, quando a escola cívico-militar vem preencher uma importante lacuna no município de Alvorada, mesmo que hoje pela publicidade do MEC, já é esperada por uma clientela diferenciada de pais. Segundo nosso conceito, dever-se-ia até abrir mais escolas do tipo. Importante é dizer que ela não é, e nem deve ser para todos, contudo para uma parte sim, cuja parcela da sociedade, e pelo pagamento de impostos, tem o direito de recebê-la.

Por outro, a proposta de trabalho da escola cívico-militar se apresenta carregada de qualidade acadêmica, porque sem paz ou tranquilidade no meio escolar, não há como haver bons resultados e boas notas. A experiência de 36 anos de história da São Marcos na mesma linha metodológica desta nova escola vem ratificar o argumento, porque tendo silêncio, a presença diária dos alunos sem atrasar ou cabular aulas, a limpeza do ambiente, e todos afinados para que o professor possa ensinar de sorte que os alunos aprendam, são indicações que dentro de breve tempo, excelentes resultados surgirão.

E, por último, e propositadamente o fazemos agora pela importância do argumento, a escola cívico-militar apresenta novos procedimentos às escolas beneficiadas, e isto quer dizer que serão oferecidas ações e realizados esforços para a melhor aprendizagem dos alunos. A ideia principal é investir nas pessoas, nos adultos-educadores, para que os alunos aprendam melhor; a secundária, é em infraestrutura, pelo aporte de recursos financeiros. Em outras palavras, vem renovar o conceito de que educação é um investimento no conteúdo, e não na casca: mesmo que a escola tenha ou apresente dificuldades na parte física, sem aqueles brilhos reluzentes de prédio novo, ou de magníficas reformas, o principal está resguardado. E o principal é aquilo que se ensinará aos alunos. Do nosso líder maior, e fundador da Instituição de Ensino São Marcos, Pastor Ari Pfluck, aprendemos a lição, e seguimos praticando o conceito na São Marcos, quando disse: ‘‘Seleciona um bom professor! Ele coloca os alunos debaixo do braço, leva para debaixo de uma árvore e sentados em cepo de madeira, eles aprendem. E as crianças adoram a escola!’’

Com estes simples argumentos, e com satisfação podemos concluir que da escola cívico-militar nos somamos irmãos, novidade que nos motiva a trabalhar, aqui na São Marcos, ainda com maior esforço, para que ainda melhores resultados possamos oferecer aos nossos alunos.

Bem-vinda!

 

Luiz Pfluck, diretor e professor

 

(*) http://escolacivicomilitar.mec.gov.br/18-o-programa

 

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